A verdade, essa maçada

8 de Abril de 2009 – 18:04

Está convocado o putsch. Não é em Munique - isso foi o outro -, mas na Sala Tejo do Pavilhão Atlântico, e começa pelas 20:00 do próximo dia 17 de Abril.

O programa das festas torna-se claro, depois de algum esforço para se chegar lá: trata-se de deliberar sobre um regime “transitório” que permita a realização de uma Assembleia Geral em que não se pode discutir - apenas votar -, a qual tem desde já uma ordem de trabalhos definida, que consiste em esbulhar o Sporting Clube de Portugal do que resta do seu património.

Ao longo dos próximos dias o Movimento Leão de Verdade terá ocasião para deixar a sua análise sobre as propostas que se avizinham, nos seus contornos e na sua oportunidade.

Para já, queremos sublinhar que, na sequência do “Apontamento Jurídico” que aqui fizémos no passado dia 20 de Março, sobre a maioria necessária para aprovação de alterações estatutárias, e que depois foi sendo divulgado por alguns órgãos de comunicação social, o próprio aviso convocatório da Assembleia Geral menciona o exacto requisito para o qual aqui alertámos.

Três quartos dos votos e três quartos dos presentes, ou então o putsch falha. São estas as regras do jogo, assim manda a Lei da República.

Sabemos que fomos incómodos. Que causámos comichão. Que a regra apanhou uns de surpresa, outros na ignorância, e por todos foi recebida como uma enorme maçada, porventura porque gostariam que o caminho tivesse menos obstáculos e quiçá porque a própria existência de regras que não as ditadas pela sua vontade lhes cause indisfarçável incómodo. Que lhes sirva para perceberem que o Leão de Verdade está aqui para a dizer bem alto - e vai continuar a lutar para que todos a conheçam.

1 Comentário

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  1. 1

    Meu caro Francisco

    Pouco a acrescentar ao excelente comentário produzido a propósito da AG do próximo dia 17 de Abril. Permita-me que chame a atenção para a manifesta ilegalidade da proposta apresentada (eufemísticamente apelidada de “introdução de disposição transitória”)já que, para além de consubstanciar uma verdadeira alteração dos Estatutos, visa introduzir um novo tipo de AG que não tem acolhimento estatutário: uma AG não eleitoral insusceptível de debate prévio.
    Além do mais, está aberto caminho para, mais tarde, se assim for entendido, serem transitóriamente introduzidas outras alterações estatutárias como, por exemplo, os sócios de 1 a 30 serem detentores de 1.000 votos cada, ou de os candidatos a Presidente no próximo acto eleitoral, necessitarem de apenas 6 meses de filiação.
    Como é bom de ver, nem o Hugo Chavez faria melhor.
    Saudações leoninas do

    SAM

    Comentário por sergio a. mendes a 9 de Abril de 2009 @ 0:33


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